*** Sanctus...Sanctus...Sanctus ***

domingo, 12 de maio de 2013

Precisamos de santos vivos



E o Pai quem constroi o caminho, a nós apenas nos pede que ajudemos e caminhemos ao lado uns dos outros amparando.

Precisamos de santos vivos, reais, sentir a sua palavra e a sua mão, os santos já nos átrios do Pai podem interceder, mas só isso.

Quantas vezes clamamos por ajuda para alguém perto de um altar de um santo e o Pai está sussurrando aos nossos ouvidos:"Flho tens a solução, anda ajuda-o tu"! 

Por vezes precisamos saber calar e esperar no Pai, o tempo logo nos dará respostas e resultados.

A revelação chega após o processo da procura, e o crer é uma das portas para chegar não a única, filha.


Esquecemos demasiado depressa o primeiro santo da cruz, o ladrão, mas ladrões somos todos porque roubamos a possibilidade de outros encontrarem o amor, ao escondermos a alegria da ressureição nos nossos rostos, recorda tantos quendo saem da eucaristia. Vêm de uma festa e parecem vir de um enterro...

A Santidade não é um estado mas um caminho, até ao SANTO dos santos.


sábado, 4 de maio de 2013

mesmo o próprio amor


Alma que abraço no Pai, a misericórdia não é outra coisa senão a própria seiva que brota do madeiro continuo de todos os gritos dos pardalitos feridos do Pai.

Senti também o meu coração sofrer com tal partida, mas não podemos olhar para o amor que nos tolhe a caminhada da santidade, mesmo o próprio amor, contradições eu sei que o sentis e pensais.

Os vazios também podem frutificar, basta silenciar para que o Espírito fale, sentirás isso um dia, quando o deserto te envolver completamente.

Receber o abraço do pai não significa só alegria ou paz, também é motivo de inquietação, embora que sem perder a paz, pois o abraço significa a cruz, e sabes o que significa filha.


Talvez agora o teu coração começou a viver a verdade da doação.


Olhar ao alto e acolher, sim, ainda que clamando a misericórdia pelos que tanto amamos e desejamos guardar eternamente na nossa presença, não filha, é preciso desprendermo-nos.

sábado, 27 de abril de 2013

as correntes de água...



As palavras são como as correntes de água dos rios, podem suavizar a rudeza das pedras para tantos que procuram, como eu, a verdade e o caminho.

Tens razão, a fé sem obras é morta, e morto será aquele que grita as palavras do Pai sem abraçar a dor dos outros,  precisamos acolher semear e regar mas com as mãos doridas porque abraçamos e alimentamos o pobre e o rico, todos aqueles que o Pai nos entrega.

O Pai jamais perdeu o olhar de cada um naquelas multidões sempre falou ao coração de cada um e sentiu a dor e a fome .

O Pai olha a cada um pessoalmente, jamais às massas, recorda o cobrador de impostos e outros.

Pai, obrigado pelo cunho pessoal que deixas nas tuas pègadas da alma de cada um, embora vivamos hoje na selva e asfalto humano em que se tornou a sociedade, tem misericórdia, Pai.

A Santidade não é um estado é um caminhar contínuo até as arcas do oceano do pai, chegaremos um dia, mas quando o Pai encontrar nos nossos silencios as palavras que apenas nos aproximam e não nos atiram para longe da sua Presença.

domingo, 21 de abril de 2013

Não precisamos buscar


Não precisamos buscar a noite que envolverá a alma, todos temos impresso na própria alma a hora do ENCONTRO, apenas podemos adiar ou não, depende da caminhada na graça ou no deserto.

Precisamos segurar com firmeza as mãos nas escarpas da PALAVRA, escalando passo a passo a montanha da Fé, que ora nos acolhe em períodos de luz, ora nos acolhe em períodos de trevas.
No monte das Oliveiras - Jerusalém

Monte e vale, a temperatura dos que caminham e caem, não porque o Pai coloque barreiras entre Ele e os que o desejam abraçar, mas porque sempre buscamos assentar arraiais e montar as nossas tendas, como os díscipulos, ao invés de apenas contemplar a grandeza do Pai.

Todos aqueles que buscam nos caminhos da espiritualidade a fuga ás suas próprias aungustias, procurando nos Evangelhos as palavras que sossegarão a sua alma nos medos da NOITE da ALMA, esses, ainda não perceberam que apenas são barro, matéria ainda em bruto, que está sofrendo um processo de moldagem e cozedura no FORNO da Misericórdia do Pai.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nem sempre

A Galileia,vista do Monte Tabor
Nem sempre silencio é silencio, um grito pode ser silencioso se a alma o recolher basta estar aberto ao Pai.


Na palavra que a tua alma ofertar, pode semear acolhimento ou empurar o outro ao silencio, que separa e fere, procura apenas acolher e abraçar, mesmo que não compreendas o outro teu irmão.

Nas palavras dos novos horizontes do pensamento da fé, a esperança começa a renascer porque a liberdade do pai ofertada na cruz, interpela ao caminhar e à busca contínua.

A vulnerabilidade é armadura dos que abraçaram a pobreza da humanidade, mas podemos ser fortes na mesma, pois na fraqueza do Pai nos amparamos, na rocha segura e firme.

O Pai é doação jamais pertença ou objecto das palavras ou pensamentos dos homens.

E a história de cada alma, abraçada pelo Pai, é escrita em cada coração, que sentir a força do amor que nasceu do abraço do Pai a essa alma.

Mais do que santos nos altares a igreja agora precisa mais de santos vivos, que presentes abraçam a alma dos corações feridos, os que já partiram, essa multidão dos santos, esses estão acolhendo junto ao pai os que buscam.

A sede é a nossa humanidade e a nossa pobreza, por isso a necessidade em caminhar sem olhar para a nossa miséria.



quarta-feira, 17 de abril de 2013

Mais do que tudo...

Mais do que tudo é o amor que habita nos corações dos homens por Jesus que nos dá a força a seguir nas maiores adversidades, seja quem for, podes ser tu, pomba da paz, não o esqueças nunca.

Um passo de cada vez, começa por amar, que já é um passo gigante depois verás e sentirás.

Pomba da Paz, onde estão 3 reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles ,não te inquietes alma que abraço.
Que os caminhos, que todos já percorremos ou estamos a percorrer sejam neste dia caminhos de Esperança e Luz e que o Pai seja o nosso Companhe
iro de viagem.




O céu do Monte Tabor

Um coração que encontrou quem o ame já não pode esconder os sinais do abraço Sanctus Sanctus Sanctus 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

a oração


A maior tristeza de um peregrino é sentir ao longe a face do Pai, desaparecendo no horizonte das suas orações inuteis, sim inuteis porque pedimos e não sabemos pedir.


A oração não é uma chave que abre o coração do Pai, é mais do que isso, é a sombra do Pai fazendo-se vida em nós, insuflando-nos divinidade.

A oração não é um monte de palavras, ela é antes disso a terra , a nossa alma que ferida pelo arado do Pai, o amor, que grita no silencio do nosso coração.

O encontro do Pai é sempre um sopro do Espírito, os passos serão mais seguros e guiados até ao alvo que é Cristo.

Todos podemos ser anjos do Pai, basta deixar que a porta do coração abra para aí entrar a alegria que faz secar as lágrimas dos tristes de coração, sim abri as portas ao Pai .

Como pode o barro refrescar a sede de Deus se nele não for colocado a água que mata a sede, água que podes dar-me do jardim da tua alma? Podes? .

Somos todos prisioneiros do amor ao batermos à porta do Sacrário, quem nos poderá ferir de morte do AMOR? Quem, se o Pai é que nos defende .